Portugal
em crise a troika já levou a areia toda ...deixaram só pedras e a costa
do castelo as costas do benfica e os fundos do alto dos moinhos e mais
o costa
Passaste por mim um dia,
Eras mulher e criança,
Tinhas uma expressão mansa
Coma de triste alegria…
Luz do luar, luz do dia,
Luz do céu do amanhecer,
Que luz posso eu conceber
Que teu sorriso não desse,
Teu olhar não recolhesse,
Eras criança e mulher…?Passaste por mim, passaste
Num dia da minha vida,
E hora jamais esquecida,
Em que ambos dois resgataste,
Foi aquela em que deixaste
Teu olhar no meu cair,
A tua boca sorrir,
(Nem sei se me viste ou não…)
E a tua mansa expressão
Benzer todo o meu porvir!
Eras criança e mulher,
Tinhas petulante e doce,
Um jeito como se fosse
De quem quer dar, receber…
Eu começava a saber
Que era uma pobre criatura
Das que vivem na loucura
De redimir tudo, e todos,
E têm falas e modos
De altiva e triste figura…
Passaste, olhaste, sorriste,
Naquela semana inteira,
Com sempre a doce maneira
Como de alegria triste.
Nem sei, sequer, se me viste,
Não vou jurar que me vias
Depois passaram-se os dias,
A vida meteu-se ao meio,
Quanto havia de vir veio,
Fui-me embora e tu partias…
Há quantos anos foi!,
Pensas que pude esquecer-te?
Crês que deixei de rever-te
Na saudade que me dói?
Sim, já não sou esse herói
Vibrante e meditabundo
Que nada via no mundo
Senão luz dum mais-além... no fundo do túnel frio no fundo do poço mais pio
Mas tu caíste também,
Qual de nós caiu mais fundo? E nesse eterno vaivém
VAI-SE O TEMPO VAI-SE O MUNDO ou chega-se quando se vem.... e vive bem quem mais tem
Logica
Ai d'aquelles que, um dia, depozeram Firmes crenças n'um bem que lhes voou! Ai dos que n'este mundo ainda esperam! Terão a sorte de quem já esperou...
Ai dos pobrinhos, dos que já tiveram Oiro e papeis que o vento lhes levou! Ai dos que tem, que ainda não perderam, Que amanhã, serão pobres como eu sou.
Ai dos que, hoje, amam e não são amados, Que, algum dia, o serão, mas sem poder! Ai dos que soffrem! ai dos desgraçados
Que, breve, não terão mais p'ra soffrer! Ai dos que morrem, que lá vão levados! Ai de nós que ainda temos de viver!
EMBEBEDE-SE (NÃO CONVÉM FAZER ISTO NO I-RAQ) E OLHE PARA ELAS....
RECUE NO TEMPO OITO MESES (PARA ABRIL DE 1984 MAIS COUSA MENOS COUSA)
COMPRE HOJE O QUE TENCIONAVA COMPRAR AMANHÃ
TROQUE AS NOTAS DE 100 POR NOTAS DE 50....
E AS DE 1000 POR NOTAS DE 500
E AS DE 10 MIL ( NÃO HÁ MAS VAI HAVER) POR NOTAS DE 5 MIL
10º MAS PARA QUE QUER DUPLICÁ-LAS SE ELAS NÃO VALEM NADA
BONS CONSELHOS NUNCA SÃO DADOS SÃO VENDIDOS EXPLICOU-ME
UMA MADEIRENSE QUE AOS 16 JÁ ESTAVA CASADA E COM UM FILHO
E AOS 17 ESTAVA NA UNIVERSIDADE...
E AOS 25 AINDA NÃO TINHA FEITO CADEIRAS DO 2º ANO....
UMA GAJA COM UMA PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL DO CARALHO MESMO....
É PENA PHODIAMO-NOS TER DADO BEM AH PHODIAMOS PHODIAMOS
SE FOSSEM SÍRIOS OU PERSAS POR ESTA ALTURA OS GREGOS JÁ NÃO TINHAM MEDOS
É O QUE DÁ NÃO SAHIR DO BERÇO CIVILIZACIONAL E TAL
INFATILISMO Ý INFANTILISMO SÃO PORRETE MESMO NÉ?
FA TIL ISMOS FÃTALISTAS
cacholicas i chobiznalha até eilhi nubrineiro lhebando refieiro
Assi, puode ber-se scarabanada
cun que estas bariedades
zurbada zamborinada,pul outro porrascada
andubírun pula region bersalle di civiliza a son
cacholicas i chobiznalha, merujeiro de la morrinha até eilhi nubrineiro lhebando refieiro
Assi, puode ber-se scarabanada
cun que estas bariedades
zurbada zamborinada,pul outro porrascada
andubírun pula region de Miranda.
Que tipo de educação recebeu do seu pai?
O meu pai cuidava dos seus 12 filhos com uma certa rigidez. Como era dantes! Obrigou-nos a andar descalços até aos quatro anos.
Andar calçados só era permitido ao domingo. Dizia que andar em contacto com a terra fazia bem. Isto passou-se na Vieira, onde nasci.
Começou a ensinar-me a ler aos 3 anos. Ainda era uma criança e já lia o jornal para o meu pai.
Saía da escola primária e ia tomar banho para o rio Lis.
Naquele tempo o Lis não era poluído. Aprendi a nadar muito cedo.
Cheguei a nadar durante duas horas sem ir a terra. Esse exercício físico revelou-se importante ao longo da minha vida. O meu pai foi sempre monárquico. Eu tinha um irmão, o Raul, que era republicano, apoiante do António José de Almeida.
Discutiam política e outras coisas. Eu ouvia. Isso traduziu- -se, em mim, num certo saber. 4
E tanto assim foi que quando entrei no liceu aquilo não foi nada para mim.
Recorda-se de algum professor?
Um dos meus professores era o pai do José Hermano Saraiva, aquele que faz programas de televisão sobre História de Portugal. O seu irmão, o António José Saraiva, foi um homem notável, um grande escritor. Deixou de ser comunista depois de ter feito uma viagem à Rússia.
Entretanto, disse à minha mãe que queria ser oficial do exército. Isto aconteceu, em 1917, quando Portugal entrou na Grande Guerra Mundial. Tinha 15 anos. A minha mãe ficou aflita. Mandou--me falar com o meu pai. Lembro-me perfeitamente de ter dito que não. Era o medo, o respeito... Andei três dias a ganhar coragem para falar com o meu pai.
E falou?
Ao fim de três dias, depois de ganhar coragem, fui ter com o meu pai. - O que é que o senhor deseja? -, perguntou, tratando- -me por senhor. - Nada, respondi. - Nada? O senhor gasta uma imensidade de latim para não querer nada? - Bem... queria que o pai assinasse isto. - É só? - É só. - Vou buscar a pena. A pena era a caneta daquela época. Apareceu com umas cordas dobradas. Dizia que com aquilo os ossos não quebravam...