2011(e)ko ekainaren 9(a), osteguna

Mirada en lampediça urrar padre d'espiritus

Subo nas escadas, passo,

Passa a passa,

Por todas as cores

Do que chamam ilusões

Agarro as mortas flores

Da telha fria

Desço do telhado

Esperei sempre, sempre

Voar e não cair

E quando finalmente

Se aproxima o chão

Entro numa queda leda,tão lenta,

Tão incrivelmente lenta

que quando o sol determinado, Impiedoso:

me esmaga os músculos e os ossos

As veias artérias e os tendões,

fá-lo tão lentamente

que a dor não vem

no corpo que não é meu,

Na vida que não é minha ,

Nem de Ninguém.

Porque o tempo da queda

Ultrapassou o do mundo

E ao bater no solo

Bati no nada

Cortando o nada com o nada

Eu anjo insubstancial

De Nada Feito

Sem Antes nem Depois

2011(e)ko otsailaren 5(a), larunbata

Castanhicas ampeçássen a zambolber, por un lhado auga,la relhaçon yá ten seclos

més de las nubrinas traer auga puxada a aire

cacholicas i chobiznalha, merujeiro de la morrinha até eilhi nubrineiro lhebando refieiro
Assi, puode ber-se scarabanada
cun que estas bariedades
zurbada zamborinada,pul outro porrascada
andubírun pula region de Miranda.

madrigueira del lhobo carranca nel perro lhobeiro

2011(e)ko urtarrilaren 23(a), igandea

ARMANO RACHÕFI CAVACO ARMANO HAI FABEL MORRIU-SE LA MÁI D'EILHA

rachõfí, cavaco

de bolhaco e bolhaca

morríu-se la mái d' eilha

screbida hai cientos d'anhos

i de scritores hai muito afamados,

deu armano a Fabel m' uija canhona

2010(e)ko abenduaren 14(a), asteartea

MODINHAS ANTIGAS...entrevista Tomé Feteira

Que tipo de educação recebeu do seu pai?
O meu pai cuidava dos seus 12 filhos com uma certa rigidez. Como era dantes! Obri­gou-nos a andar descalços até aos quatro anos.
Andar calçados só era permitido ao do­mingo. Dizia que andar em contacto com a terra fazia bem. Isto passou-se na Viei­ra, onde nasci.
Começou a ensinar-me a ler aos 3 anos. Ainda era uma criança e já lia o jornal para o meu pai.
Saía da escola primária e ia tomar banho para o rio Lis.
Naquele tempo o Lis não era poluído. Aprendi a nadar muito cedo.
Che­guei a nadar durante duas horas sem ir a terra. Esse exercício físico revelou-se im­por­­tante ao longo da minha vida. O meu pai foi sempre monárquico. Eu tinha um irmão, o Raul, que era republicano, apoiante do António José de Almeida.
Discutiam política e outras coisas. Eu ouvia. Isso traduziu- -se, em mim, num certo saber. 4
E tanto assim foi que quando entrei no liceu aquilo não foi nada para mim.


Recorda-se de algum professor?
Um dos meus professores era o pai do José Hermano Saraiva, aquele que faz programas de televisão sobre História de Por­tugal. O seu irmão, o António José Sa­rai­va, foi um homem notável, um grande escritor. Deixou de ser comunista depois de ter feito uma viagem à Rússia.
Entretanto, disse à minha mãe que queria ser oficial do exército. Isto aconteceu, em 1917, quando Portugal entrou na Grande Guerra Mundial. Tinha 15 anos. A minha mãe ficou aflita. Mandou--me falar com o meu pai. Lembro-me perfeitamente de ter dito que não. Era o medo, o respeito... Andei três dias a ganhar coragem para falar com o meu pai.

E falou?
Ao fim de três dias, depois de ganhar cora­gem, fui ter com o meu pai. - O que é que o senhor deseja? -, perguntou, tratando- -me por senhor. - Nada, respondi. - Nada? O senhor gasta uma imensidade de latim para não querer nada? - Bem... queria que o pai assinasse isto. - É só? - É só. - Vou buscar a pena. A pena era a caneta daquela época. Apareceu com umas cordas dobradas. Dizia que com aquilo os ossos não quebravam...

2010(e)ko azaroaren 29(a), astelehena

Portugal és um povo pequenino Marião-The Mirandum WAy

Pelos matos de Gouvinhas Marião

Das saudades que eu tinha a haver

Não és Vila nem Cidade Marião

Mas és terra pra morrer e viver

Marião

Sim Sim Marião, Sim SIm

Não Não Marião, Não Não

És o mundo num pedaço de jardim

És um povo pequenino Marião

Feito à nossa vontade Marião

Feito no regaço de Deus

Marião tuas são

As lágriamas do adeus

Sim Sim Marião, sim sim Marião

Não Não Marião

Hei-de cercar Vale Gavinhas Marião

Com trinta metros de fita

Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião



Á porta do meu amor Marião

Hei-de pôr a mais bonita Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião



Os meus olhos não são olhos

Marião

Sem terem aos teus defronte

Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião



Parecem rios d’água

Marião

Quando vão de Monte a Monte

Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião





Já corri os mares em volta

Marião

C’uma vela branca acesa

Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião



Em todo o mar achei água

Marião

Em toda a água só mágoa

Marião

E em ti pouca firmeza

Marião

Sim Sim Marião, Não Não Marião







Mirandum

Mirandum se fué à la guerra
Mirandum, Mirandum, Mirandela

Num sei quando benerá



Se benerá por la Pasqua

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Ou se por la Trenidade



La Trenidade se passa

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Mirandum num bene iá



Subira-se a uma torre

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Para ber se lo abistaba



Bira benir a um passe

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Que nobidades trairá?



Las nobidades que traio

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Vos han-de fazer chorar



Tirai las colores de gala

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Ponei bestidos de lluto



Que Mirandum iá é muorto

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Ió bien lo bi anterrar



Ante quatro oficiales

Mirandum, Mirandum, Mirandela

Que lo ibán a levar











se estão em guerra em 2012 na eurropa nã sey mas no nord africano se num estiverem é miracle